Caminhada: Imaruí/SC - Albertina Berkenbrock


2011 - Junho, 24

Aproveitando nossa viagem à Gravatal/SC, decidimos visitar a localidade de São Luiz, no município de Imaruí/SC, que fica no sul do Estado de Santa Catarina.

O motivo da viagem era conhecer a localidade onde nasceu, viveu e morreu a Beata Albertina Berkenbrock, filha de camponeses que foi assassinada aos doze anos de idade, no dia 15 de junho de 1931, numa tentativa de crime sexual, ao qual ela resistiu até o limite de sua vida, morrendo degolada. A ela são atribuídos vários milagres levando-a a ser beatificada pelo Papa Bento XVI, cuja cerimônia se deu no dia 20 de outubro de 2007.



Nossa intenção era fazer a visita através de uma caminhada.

O acesso ao distrito de São Luiz se dá com mais facilidade a partir do município de São Martinho/SC, seguindo pela SC-407.

Deixamos o carro estacionado em São Martinho, junto ao trevo de acesso a SC-407 e seguimos rumo a São Luiz, distante 8 km dali.

Chovia fino e a estrada que está em obras, para futuro asfaltamento, apresentava-se bastante enlameada.

Tendo em vista que não havíamos trazido nossos equipamentos de caminhada, fomos com o que tínhamos no hotel: tênis, calça e corta vento. Compramos duas capas plásticas, dessas de dois reais. Pegamos uma vara na estrada para servir de cajado e seguimos caminhando sob a chuva.

 

A lama grudava sob o tênis e em alguns lugares estava escorregadio. Mesmo assim conseguimos fazer uma média de 6 km/h.

Saímos de uma altitude de 55 metros e alcançamos 320 metros já perto de São Luiz.

Quando nos aproximamos da comunidade havia descido uma névoa densa que só permitia a visão de poucos metros.



Visitamos o antigo túmulo no cemitério e a Igreja onde estão atualmente seus restos mortais. A Igreja fica numa colina, é singela mas muito bem cuidada e apresenta na mureta do coro imagens representando a vida de Albertina.









Saindo dali fomos visitar a "gruta" (na verdade uma capela) erguida no local onde Albertina foi martirizada.






Fizemos um lanche num bar em frente à Igreja e que pertence a uma sobrinha de Albertina e retornamos novamente à pé pela mesma estrada que havíamos percorrido pela manhã.

No início da caminhada de retorno não chovia, porém, antes de atingirmos a metade do percurso começou a garoar e a um certo momento a chuva engrossou e a estrada ficou escorregadia.





Ao chegarmos ao trevo onde ficara nosso carro, fomos a um posto de gasolina onde pedimos permissão para utilizar a água para lavar nossos calçados, então, tomados de lama.

Já no carro, enquanto nos dirigíamos ao hotel, fomos surpreendidos por um temporal que se tivesse desabado 40 minutos antes tornaria nossa caminhada impossível. O vento açoitava a chuva contra o carro e a visão era difícil.

No hotel tomamos um bom banho de banheira com água termal e ficamos prontos para outra.


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